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Seu filho tem inteligência emocional? E você?
Juliana Blaser
28 de maio de 2023
Você já deve ter ouvido falar em algum momento de sua vida de Inteligência emocional, capacidade de gestão das emoções, regulação emocional ou nomes semelhantes… Mas afinal, uma pessoa o que uma pessoa emocionalmente inteligente é capaz de fazer?
Bom, primeiramente ela é capaz de reconhecer as suas emoções. Parece simples, mas não é. Muitas vezes nosso vocabulário para descrever os nossos estados emocionais é bem pobre. Quantas vezes por exemplo, não ouvimos aquele nosso amigo dizer: “estou mal”. Mas o que será que ele queria dizer exatamente? Você está triste, com medo? Talvez frustrado?
Além disso, existem emoções que têm um peso social negativo, então nem sempre conseguimos dizer a nós mesmos que a estamos experienciando. A inveja é um exemplo clássico. Nem sempre conseguimos admitir para nós mesmos que “”vivenciamos esse sentimento tão reprovável”. Outro caso é a raiva. Em alguns contextos podemos nos sentir de reprimidos de reconhecer (inclusive para nós mesmos) que estamos com raiva “de alguém pelo qual não deveríamos sentir isso.
Outras vezes podemos confundir sentimentos. Podemos no fundo estar com vergonha por termos feito algo de errado com alguém ou com inveja de algo que ela conquistou, mas detectamos apenas a raiva que sentimos da pessoa por “nos fazer sentir mal em sua presença”.
Além de reconhecer as nossas emoções, precisamos entender também quais são as situações que as provocam e seus pensamentos associados. Também parece fácil, mas quantas vezes falamos para nós mesmos que ficamos tristes “do nada”. Pode até acontecer (associado a mudanças fisiológicas por exemplo), mas às vezes o que nos fez sentir mal pode ter sido um gatilho interno como um pensamento ou uma lembrança.
Também é bem interessante conseguir compreender qual é o “pacote das emoções”. Quando nos sentimos tristes por exemplo, experimentamos mudanças fiísicas. Você consegue nomeá-las? A tristeza (e qualquer outra emoção) também torna mais provável que evoquemos pensamentos e mmeórias de um determinado padrão. Você reconhece o seu? E por último, ela também faz com que desejemos agir de uma determinada maneira. No caso da tristeza, por exemplo, queremos nos isolar, ficar mais parados e quietos…
Além da capacidade de “identificar o pacote” é importantíssimos que consigamos agir de acordo com o nosso arbítrio e não necessariamente de acordo com o que as emoções nos “mandam fazer”. A capacidade de regulação emocional é o que nos trona aptos a não explodir na hora da raiva ou continuar fazendo atividades mesmo no momento de tristeza, por exemplo.
Por fim, além de reconhecer é importante que saibamos comunicar o que estamos sentindo, tanto as emoções positivas quanto as emoções negativas. Comunicar a alguém quando tal pessoa nos faz sentir tristes, com medo ou humilhado por exemplo pode ser um primeiro passo para a mudança de uma dnâmica disfucional. Muitas vezes, a falta de comunicação é uma das principais fontes de conflitos interpessoais e a comunicação de estados emocionais é uma pedra fundamental da comunicação saudável.
Se você percebeu que ainda não tem todas essas habilidades não se preocupe. O treino de Habilidades DBT, módulo regulação emocional, foi feito jutamente para te ensinar!

